A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou que as supostas espionagens ilegais durante o governo do ex-presidente Mauricio Macri tinham como objetivo “destruir opositores”. A declaração ocorreu após a ex-mandatária do país tomar conhecimento das provas que apontam que ela, junto com outras personalidades políticas e jornalistas, foi espionada ilegalmente pela Agência Federal de Inteligência (AFI) argentina durante a gestão Macri. Em um vídeo divulgado pelo Twitter, Cristina disse que confirmou o que “sempre” desconfiou e denunciou. A ex-presidente disse que o episódio é “a trama mais escandalosa que se tem memória na democracia do país”.

Nesta semana, a vice-presidente esteve nos tribunais da cidade de Lomas de Zamora, onde o caso tramita, e teve acesso aos arquivos que mostram interceptações da AFI sobre sua vida pessoal e política. Segundo Cristina, ela escutou “as gravações que falavam sobre minha pessoa, sobre o Instituto Pátria e também sobre a Unidade Cidadã, força política que construímos em 2017 e que foi verdadeiramente ponta de lança contra tudo isso”. Cristina já havia declarado que “este é um escândalo verdadeiro e sem precedentes”, e responsabilizou diretamente Mauricio Macri pela espionagem.

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